Mudei, este é o último post do Saia Xadrez. Mas a história continua em outro canto. Peço àqueles que tem o link daqui que atualizem nos seus blogs.
O link está aqui ou www.cadacanto.blogspot.com
Encontro vocês lá!
sábado, 5 de setembro de 2009
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
A festa
Pelo trabalho que dá, porque meu lado Monica Geller sempre estressa pra dar tudo certo, eu acho ótimo que aniversário seja só uma vez no ano, mas pela felicidade que a Julia fica dá vontade de fazer uma por mês. Já acordou correndo pro nosso quarto naquela expectativa de "Srá que é hoje finalmente?" e daí pra frente, vestiu seu outfit previamente elaborado de acordo com o tema da festa, Hello Kitty e curtiu até o dia acabar. E mãe que é mãe, na Alemanha, não basta saber fazer bolo, tem que rebolar nos trinta e fazer as vezes de animadora de festa também. E tudo meio que as avessas de como a gente faz no Brasil. A festa começa com o parabéns, crianças sentadas em volta da mesa comendo o bolo e doces, isso numa pequena variação da minha parte com os brigadeiros e a cantoria do parabéns, que por aqui não rola. Depois chega a hora da diversão, passei dias mergulhada ( oh exagero!) em livros de brincadeiras típicas de aniversário. Sim, porque alemão que se preze tem livro com as diretrizes todas pra qualquer coisa que se vá fazer, é nessa que eu me salvo sempre. Outra coisa que sempre tem em festa de aniversário é o tal do Basteln, um corte e colagem, desenho, qualquer trabalhinho manual pra baixar a energia da galerinha. E quando minhas ideias acabaram, coloquei um Mamma Mia bem alto e eles se acabaram de dançar! Não há quem resiata ao ABBA, seja qual for a idade. Faltando uma hora pra festa acabar, no convite vai a hora de início e fim de festa e eu acho ÓTIMO isso, serve-se o Abendbrot, o jantar pra criançada já ir pra casa de barriga cheia. Senta todo mundo de um metro e pouco na mesa de novo, pizza, cenourinha com pasta de grão de bico pra contrabalançar e salada de macarrão. Ah, e pão de queijo que nunca pode faltar aqui. Fiz comida pra um batalhão e os adultos comeram também, mas na regra o menu é só pras crianças. Mamãe sempre surta quando vê as fotos do povo comendo legume cru com pastinha e bebendo suco e café, acha muito estranho tudo isso, e realmente é muito diferente das super produções regadas a litros de refrigerante e quilos de coxinha de galinha do Brasil. Pessoalmente prefiro mil vezes o estilo alemão e outrora o escocês.
Resultado foi uma criança feliz da vida que se acabou de brincar, dançar e comer brigadeiro. Missão cumprida. Até o ano que vem.



Resultado foi uma criança feliz da vida que se acabou de brincar, dançar e comer brigadeiro. Missão cumprida. Até o ano que vem.
sábado, 29 de agosto de 2009
terça-feira, 25 de agosto de 2009
Isso dói!
Semana passada tivemos que lidar, e ainda estamos lidando, com um pequeno grande problema na escola da Juju. Aconteceu que uma filhote de Stallone achou que a Julia era um bife e tascou-lhe uma mordida no braço. Uma não, duas, em dias alternados. Na primeira eu falei pra professora e ta ta ta, pedi mais atenção e ta ta ta, na segunda já coloquei logo minha educação germânica a flor da pele e falei de alemã pra alemã, prometeram vigilância mais intensa. A ferinha é um ano mais nova e vinte quilos mais pesada que a Juju, ao que parece tudo começou como amizade, aquela coisa de relacionamentos, o outro não entende o significado do não e baixa o cacete quando lhe falta argumentos. Enfim, algo tem que ser feito pra outra aprender a não conversar com os dentes, a mãe já foi informada e nem consegue olhar pra mim de tão sem graça. E eu também, achei super chato, mas o pior de tudo foi que com isso tivemos um retrocesso no processo de adaptação da escola. Juju não revida, mesmo depois do pai ter passado o fim de semana lhe dando um curso one on one de defesa pessoal a la Karate Kid. E eu também nem sei ao certo se ela deve revidar, mas também não dá pra deixar a criança só levar sem se defender. E então que ontem eu saí de lá com ela me olhando com cara de cachorro sem dono, absolutamente abandonada a própria sorte. Hoje o pai levou e com ele é sempre mais dramática a despedida, porque ela tem assim digamos , falando bem baixinho, uma preferência DESCARADA pelo cidadão. A gente carrega nove meses, tem 250 mastites pra amamentar e passar os santos anticorpos pra depois ser isso aí. Mas voltando ao assunto, hoje ele disse que ela chorou mesmo, abriu o bocão na hora dele ir embora. Quando fui buscar estava lá felizinha de novo e ainda me falou que a talzinha nem mordeu ela hoje :(
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Eu chamo educação, eles chamam sinceridade
A sinceridade alemã já faz tempo deixou de me impressionar. O que no começo, anos atrás, eu entendia como grosseria, hoje sei que é o jeito sem meias palavras de dizer o que eles pensam. Realmente é bem difícil pra um brasileiro se acostumar com isso, não porque não sejamos sinceros, mas porque nos melindramos muito facilmente. Então que sempre encontramos aquele jeitinho de não falar pra amiga que está acima do peso que ela realmente deveria emagrecer, quando a mesma nos pergunta se está gordinha. Ou pra amiga que te apresenta apaixonadíssima aquele moço feio do avesso e você diz que achou ele bem simpático.Um alemão te daria o telefone dos Vigilantes do Peso mais a dica de que magrinha você encontraria um rapaz mais bonito. Assim, sem nenhuma consequência para a amizade continuar frutífera. Eu já me acostumei mesmo e desde então posso dizer que isso fez uma diferença de 180 graus no meu relacionamento com eles. Mas não deixo de achar engraçado e surreal quando eventualmente as verdades mais cruas são ditas assim casualmente e isso até mesmo entre aqueles que você esperaria, ou talvez eu como brasileira esperaria, um toque mais carinhoso.
Um exemplo, hoje pela manhã na escola da Julia. Fiquei para participar domorgenkreis, aquela rodinha quando as crianças chegam e sentam pra contar o que fizeram no fim de semana, dar bom dia, etc. com a professora. Em certo momento a profs chama a atenção que tem um aniversariante do dia, pergunta quem é, a menina levanta o dedo. Pergunta novamente quantos anos ela está fazendo, a menina responde e seguidamente vários outros começam a dizer quantos anos têm também, naquela euforia infantil que não consegue guardar pra si tamanha informação. No que Frau professora responde "Eu não quero saber a idade de ninguém. Eu já disse, eu não quero saber, até porque eu sei a idade de todo mundo aqui". Ponto.
Tá achando que escola alemã é moleza? Hã, pobre Julia, está jogada aos leões! Que eu já me acostumei com o jeitão deles é verdade, mas meu lado mãe ainda não.
A propósito, em relação aos comentários, sou meio relapsa nas respostas, mas vou tentar responder na caixa de comentários mesmo, ok?
Um exemplo, hoje pela manhã na escola da Julia. Fiquei para participar domorgenkreis, aquela rodinha quando as crianças chegam e sentam pra contar o que fizeram no fim de semana, dar bom dia, etc. com a professora. Em certo momento a profs chama a atenção que tem um aniversariante do dia, pergunta quem é, a menina levanta o dedo. Pergunta novamente quantos anos ela está fazendo, a menina responde e seguidamente vários outros começam a dizer quantos anos têm também, naquela euforia infantil que não consegue guardar pra si tamanha informação. No que Frau professora responde "Eu não quero saber a idade de ninguém. Eu já disse, eu não quero saber, até porque eu sei a idade de todo mundo aqui". Ponto.
Tá achando que escola alemã é moleza? Hã, pobre Julia, está jogada aos leões! Que eu já me acostumei com o jeitão deles é verdade, mas meu lado mãe ainda não.
A propósito, em relação aos comentários, sou meio relapsa nas respostas, mas vou tentar responder na caixa de comentários mesmo, ok?
sábado, 22 de agosto de 2009
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Cabo de guerra
Eu tenho duas amigas alemãs. Uma é mais amiga do que a outra, nos conhecemos quando estávamos grávidas e combinamos logo de cara. Essa uma me apresentou a outra e agora uma morre de ciúmes da outra. Deu pra entender? Todas nós temos meninas, da mesma idade, com dias de diferença entre os aniversários. Mas desde que contei pra uma que estava voltando, que ela sofre em saber que eu moro agora mais perto da outra. E vive me dizendo que as constelações de três são sempre problemáticas. Uma não faz segredo nenhum de que por ela cortaria relações com a outra se eu também o fizesse, e a outra por sua vez faz cobranças do tipo, "porque você chamou uma para um café e eu não?". Céus, e eu que pensei que esse tipo de coisa só acontecesse quando ainda não se sabe escrever o nome. Eu tento ficar ali no meio das duas fazendo meu papel de país neutro, mas nem sempre funciona. E pra piorar, a filha da outra se dá melhor com a Julia, o que faz uma bufar mais ainda. Sinceramente, eu não tenho paciência pra mulheres que já passaram dos 40 e se comportam como crianças. Já deixei bem claro pra uma que acho esse tipo de comportamento sem cabimento, mas não adianta, é só eu comentar que me encontrei com a outra que ela já faz aquela cara, quer saber todos os detalhes, pergunta o que eu dei de presente pra filha da outra, compara tudo. Cansa. Espero que com o tempo melhore porque uma é realmente uma grande amiga, senão uma das minhas melhores amigas.
Chato ser gostosa.
sábado, 15 de agosto de 2009
Acabei de assistir ao trailer da versão pro cinema do meu livro favorito dos últimos tempos, "The Time Traveler's Wife". AMEI! Quase babei em cima do laptop de tão melado que é, deu até palpitações hahahah! Maridão disse que libera pra eu ir assistir sozinha se ele puder ver o Harry Potter e eu topei na hora. Como eu só vou no cinema que passa o filme em som original ( aqui até no cinema os filmes são dublados, uó) vai ser difícil arrastar alguma amiga, a maioria prefere assistir em alemão. Vou comprar um pipocão. Pra deixar a Julia com alguma amiga ainda não me sinto confortável. Se fosse na Escócia eu deixaria com uma amigona que ela já estava acostumada, mas aqui ela ainda tem que voltar a conhecer minhas amigas.E como nas últimas semanas apareceu um medo de dormir no escuro e sozinha, sinalizando que ela é descolada mas que essa mudança mexeu sim com ela, acho melhor dar um tempo e a pequena ganhar mais confiança. Pode ser excesso de zelo, mas eu prefiro assim.
Agora pra quem quiser babar também, e eu nem vou falar que o Eric Bana tá demaaaais porque o maridão lê o blog.
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Agora pra quem quiser babar também, e eu nem vou falar que o Eric Bana tá demaaaais porque o maridão lê o blog.
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009
Eu sabia!

Marcela completed the quiz "Which Friends Character Are You?" with the result Monica.
You are Monica. You are organized and and on top of things. You are the leader of the group and always know the plans. You are the "momma" to all your friends and take care of everyone even before your own problems. You can be funny and quick with a comeback. .
Desfrutando do ócio enquanto posso, fiz esse quiz do facebook e minhas suspeitas se confirmaram, eu sou neurótica que nem a Mônica!
Marcadores:
Falta do que fazer
Aos poucos a vida volta a entrar nos eixos, das 62 caixas só restam uma meia dúzia pra desempacotar porque eu sou assim, megalomaníaca quando começo a fazer uma coisa e não sosseguei enquanto não tirei tudo. Agora imaginar que a primeira vez que atravessamos o Atlântico viemos cada um com 3 malas e agora precisamos de um caminhão desse tamanho aí de baixo ( não eram só coisas nossas, tinham mais duas mudanças) me faz pensar o quanto realmente precisamos de tanta parafernália. Verdade que tivemos que montar praticamente uma casa novamente já que nas malas vieram só roupas e fotos, e que no meio desse caminho a família aumentou, mas mesmo assim.
Estar aqui mais uma vez me traz uma mistura de sentimentos que ainda estou tentando decifrar. As vezes é estranho porque parece que nunca saí, tudo é tão familiar e sinto como se estivesse voltado pra "casa", liga pro Pinel urgente! O fato de estarmos morando também no mesmo endereço contribui pra essa sensação, e até os caixas dos supermercados que eu frequentava continuam os mesmos, muito bizarro.
Mas noto que a minha atitude mudou completamente no modo de lidar com a alemanzada. Antes eu era bobinha, me deixava intimidar pelo jeitão deles e pensava muito antes de falar. Logo nos primeiros anos até meu jeito de vestir tinha mudado, era como se eu não quisesse dar mais bandeira de estrangeira do que eu já dava quando abria a boca. Hoje eu consigo ver isso tudo com muita clareza e acho que foi um processo de amadurecimento pessoal muito grande. E precisei levar umas bordoadas pra engrossar o couro.
Agora faço questão de sair com minha mini-saia (enquanto a idade ainda permite) e meus chinelos Havaianas, de preferência com uns brincões pendurados, e todo mundo na escola já deve conhecer aquela mãe da aluna nova que é meio exotisch. O cabelo preto e o sotaque confirmam as suspeitas.
E não é que dessa vez estou achando os alemães até simpáticos?
Estranho, muito estranho...
Estar aqui mais uma vez me traz uma mistura de sentimentos que ainda estou tentando decifrar. As vezes é estranho porque parece que nunca saí, tudo é tão familiar e sinto como se estivesse voltado pra "casa", liga pro Pinel urgente! O fato de estarmos morando também no mesmo endereço contribui pra essa sensação, e até os caixas dos supermercados que eu frequentava continuam os mesmos, muito bizarro.
Mas noto que a minha atitude mudou completamente no modo de lidar com a alemanzada. Antes eu era bobinha, me deixava intimidar pelo jeitão deles e pensava muito antes de falar. Logo nos primeiros anos até meu jeito de vestir tinha mudado, era como se eu não quisesse dar mais bandeira de estrangeira do que eu já dava quando abria a boca. Hoje eu consigo ver isso tudo com muita clareza e acho que foi um processo de amadurecimento pessoal muito grande. E precisei levar umas bordoadas pra engrossar o couro.
Agora faço questão de sair com minha mini-saia (enquanto a idade ainda permite) e meus chinelos Havaianas, de preferência com uns brincões pendurados, e todo mundo na escola já deve conhecer aquela mãe da aluna nova que é meio exotisch. O cabelo preto e o sotaque confirmam as suspeitas.
E não é que dessa vez estou achando os alemães até simpáticos?
Estranho, muito estranho...
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Primeiro dia de aulas
Essa semana foi a estreia da Julia no kindergarten, o jardim de infância alemão. Já contei antes que foi um milagre divino ter conseguido uma vaga pra ela assim tão rápido e eu mesma passei esta semana tentando me acostumar com a nova situação de ter que acordar bem cedo, preparar o lanche, acordar a baixinha e principalmente ter a casa vazia por tanto tempo. Ela entra às oito e meia, come um cereal com leite junto com a gente em casa e leva um sanduiche com iogurte pra comer no café da mnhã da escola que é às nove com todo mundo. O almoço eu optei por deixar a cargo da escola também, assim sobra mais tempo pra eu fazer minhas traduções e as pendengas domésticas sem ter que pensar em cardápios vespertinos. Então eu só vou buscar à uma e meia, cinco horas depois! Uma enorme diferença pras duas horas e meia escocesas que quando eu olhava no relógio já tinham expirado.
Segunda-feira lá foi ela, meio cabreira, mas tranquila. Olhou pra nova professora com cara de desconfiada, mas em cinco minutos já estava dentro da sala explorando o ambiente. Ela estava doida pra voltar pra escola e fazer novos amigos, ter mais contato com crianças. Nos primeiros dias eu ainda fiquei uns quinze minutos do lado de fora esperando alguma reação retardatária, mas no terceiro a professora já veio me falar que estava achando impressionante como a Juju parecia se adaptar tão bem ao ambiente, apesar de não abrir a boca pra falar. Mas isso eu e ela sabemos que vai demorar um tempo mesmo, afinal a menina é inteligente, mas não é uma máquina. Engraçado é quando ela vira pra mim e diz "Mamãe, aqui todo mundo fala alemão, né? Até o Charlie e a Lola aqui falam alemão"( esse é o desenho preferido dela e britânico, aliás, a Lola tem um sotaque londrino carregadíssimo no original). "Pois é, Juju, aqui todo mundo fala alemão" "Eu também, mamãe, alles klar, apfel, milch" Suas novas aquisições de vocabulário.
Sobre as escolas aqui outra hora falo mais, agora fica a foto de segunda-feira aqui em frente de casa no grande dia.
Segunda-feira lá foi ela, meio cabreira, mas tranquila. Olhou pra nova professora com cara de desconfiada, mas em cinco minutos já estava dentro da sala explorando o ambiente. Ela estava doida pra voltar pra escola e fazer novos amigos, ter mais contato com crianças. Nos primeiros dias eu ainda fiquei uns quinze minutos do lado de fora esperando alguma reação retardatária, mas no terceiro a professora já veio me falar que estava achando impressionante como a Juju parecia se adaptar tão bem ao ambiente, apesar de não abrir a boca pra falar. Mas isso eu e ela sabemos que vai demorar um tempo mesmo, afinal a menina é inteligente, mas não é uma máquina. Engraçado é quando ela vira pra mim e diz "Mamãe, aqui todo mundo fala alemão, né? Até o Charlie e a Lola aqui falam alemão"( esse é o desenho preferido dela e britânico, aliás, a Lola tem um sotaque londrino carregadíssimo no original). "Pois é, Juju, aqui todo mundo fala alemão" "Eu também, mamãe, alles klar, apfel, milch" Suas novas aquisições de vocabulário.
Sobre as escolas aqui outra hora falo mais, agora fica a foto de segunda-feira aqui em frente de casa no grande dia.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
domingo, 9 de agosto de 2009
Take it easy
Caiu nas minhas mãos hoje, durante a arrumação, um cartão de uma amiga de quando eu fui embora da Alemanha. Uma das minhas manias é colecionar todos os cartões que recebo, dos desejos de "feliz aniversário' até postais de viagens. Tenho vários colados pelas paredes da casa, emoldurados ou só colados mesmo. Serve pra esquentar o coração e refrescar a memória com lembranças gostosas.
Esse que achei hoje parece até que foi proposital, tamanha a coer6encia com o momento atual.
"Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir; a surpresa daqullo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos. Italo Calvino.
Esse que achei hoje parece até que foi proposital, tamanha a coer6encia com o momento atual.
"Ao chegar a uma nova cidade, o viajante reencontra um passado que não lembrava existir; a surpresa daqullo que você deixou de ser ou deixou de possuir revela-se nos lugares estranhos, não nos conhecidos. Italo Calvino.
sábado, 8 de agosto de 2009
Quase de volta
Finalmente instalaram o telefone aqui em casa, já perdi a conta de quantas vezes comprei créditos pro meu celular este mês e beiramos a falência. A internet também, mas maridão só conseguiu instalar a parafernália de DSL e wireless hoje, depois de uma consultoria via telefônica que sabe-se Deus como deu resultado.
A mudança chegou ontem e eu tive vontade de passar a noite num hotel, mas como nào nasci princesa da Dinamarca, caí na real e arregacei as mangas. Gente, não sei o que aconteceu, mas nesses dois últimos anos juntamos muita coisa, vale dizer que a anotação na maioria das caixas era "quarto de criança". Jisuismariajosé, eu tive vontade de chorar quando vi a quantidade de coisas espalhadas. Ontem já passava de meia-noite quando fomos dormir e hoje passei o dia a procurar lugar pras coisas. Sorte que dessa vez temos um espaço no porão do prédio pra guardar, entafulhei tudo que passou com um ponto de interrogação pela minha frente lá embaixo. E já decidi, se em um mês eu não precisar de nada de lá, vou doar tudo.
Juju mostra sinais de que a mudança mexeu sim com ela. Deu pra ter medo de escuro na hora de dormir e algumas madrugadas aterrisa na minha cama procurando consolo. Anda com medo dos mosquitos e outros bichos voadores típicos desta época do ano. Anda na rua se esquivando e dando saltos relâmpagos quando um passa por perto zunindo.
Dessa vez acho que está dando mais trabalho arrumar tudo de novo, ou será que estou ficando é velha e mais ranzinza. Ou as duas coisas.
A mudança chegou ontem e eu tive vontade de passar a noite num hotel, mas como nào nasci princesa da Dinamarca, caí na real e arregacei as mangas. Gente, não sei o que aconteceu, mas nesses dois últimos anos juntamos muita coisa, vale dizer que a anotação na maioria das caixas era "quarto de criança". Jisuismariajosé, eu tive vontade de chorar quando vi a quantidade de coisas espalhadas. Ontem já passava de meia-noite quando fomos dormir e hoje passei o dia a procurar lugar pras coisas. Sorte que dessa vez temos um espaço no porão do prédio pra guardar, entafulhei tudo que passou com um ponto de interrogação pela minha frente lá embaixo. E já decidi, se em um mês eu não precisar de nada de lá, vou doar tudo.
Juju mostra sinais de que a mudança mexeu sim com ela. Deu pra ter medo de escuro na hora de dormir e algumas madrugadas aterrisa na minha cama procurando consolo. Anda com medo dos mosquitos e outros bichos voadores típicos desta época do ano. Anda na rua se esquivando e dando saltos relâmpagos quando um passa por perto zunindo.
Dessa vez acho que está dando mais trabalho arrumar tudo de novo, ou será que estou ficando é velha e mais ranzinza. Ou as duas coisas.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
Post telegrafico
Parece que nossa mudanca chega esta semana.
Quinta-feira instalam o telefone e a internet.
Juju ja ganhou a bicicleta adiantada de aniversario e parece que nasceu pedalando, de rodinhas, e claro.
Tomara que a semana passe rapido!
Quinta-feira instalam o telefone e a internet.
Juju ja ganhou a bicicleta adiantada de aniversario e parece que nasceu pedalando, de rodinhas, e claro.
Tomara que a semana passe rapido!
domingo, 26 de julho de 2009
Respondendo
Então vamos lá, há pouco tempo atrás a Tania deixou este comentário aqui no blog:
Oi Marcela!
Há pouco achei teu blog, pouco antes do seu retorno p Alemanha e só pela apresentação sua do blog já achei tudo muiiiito interessante.
Mas me esclarece uma coisa que é a minha dúvida com todos vcs brasileiros no exterior com filhos pequenos, ok?
1. Entendi bem que vc fala c Juju sempre em português e seu marido sempre em inglês? podendo até ser os dois falando as duas linguas diferentes ao mesmo tempo?
2. Seu marido é brasileiro e falar c Juju em inglês é só p dinamizar o aprendzado?
3. Ela compreende que na escola não terá nenhuma das línguas que ela conhece e vai ter que usar a intuição em grande parte??
Fui chata, né?? (n essa n é uma 4ª pergunta)
Abraços
Tânia “
Respondendo:
1) É isso sim, eu tento falar sempre em português (nem sempre consigo, porque involuntariamente a gente tende a responder na mesma lingua em que está ouvindo a outra pessoa falar) e maridão responde tudo em inglês.
2) Exatamente.
3) Compreende sim e está doida pra aprender a falar alemão e ir pra escola nova.
A ideia de tentar manter o inglês que ela adquiriu é interessante no caso de eventualmente nos mudarmos novamente e ser mais fácil achar uma escola pra ela. E também porque ela fala muito bem, tem uma fluência e um vocabulário espetaculares, sem contar o sotaque britânico que é fofo demais. Mas estamos numa fase de experimentação, não sabemos se vai dar certo e nem estamos nos desesperando pra enfiar três línguas na cabeça da Jujubinha pra ela ganhar algum prêmio de criança supra-sumo. Vamos deixar a coisa acontecer naturalmente, ela tem os dvds em inglês que sempre assiste e quero continuar colocando. Daqui a pouco quando o alemão entrar com força total pode ser que tudo mude e vamos nos adaptando as novas situações. O português a gente fala o tempo todo dentro de casa, mas acontece assim, se ela fala alguma coisa em inglês, sai tudo certinho, se for em português ela mistura com palavras e verbos do inglês. É complicado, porque a lingua da rua, da escola, das outras crianças sempre é mais forte do que a lingua de casa. E uma coisa que somos de comum acordo aqui é de não forçarmos ela a nada, ela fala na lingua que quiser, sem inibição de ser corrigida ou de ter que falar português porque é a nossa lingua.
Eu sei que os especialistas dizem que a gente deve sempre falar com a criança na lingua materna, e tento fazer isso, principalmente porque é o natural e onde expresso meus sentimentos mais sinceramente. Mas na prática às vezes fica muito complicado, ainda mais quando se está no meio de pessoas estrangeiras.
A Juju tira de letra, pelo menos não reclama nunca e quando não entende alguma coisa, pergunta sem problemas. Eu é que me enrolo mais, porque imaginem, ela fala comigo em ingles, eu respondo em português e aí vira alguém do meu lado e conversa comigo em alemão. Quer dizer, eu tenho que me virar com as três línguas ao mesmo tempo, mas pra mim são duas estrangeiras. Pra ela que está aprendendo agora, é diferente, são como se fossem três línguas maternas, o cérebro não faz distinção ainda e é muito mais fácil e natural.
Enfim, como tudo na maternidade, não há ciência exata e nem livros e especialistas que garantam o que é certo e errado. Há muito aprendi há confiar no meu instinto e por enquanto vamos fazendo assim.
Minha resposta virou um testamento, mas são tantas nuances nesse assunto que eu poderia conversar horas a fio e quando escrevo aqui no blog às vezes parece que estou conversando mesmo com o pessoal aí do outro lado.
Ah, e já melhoramos da gripe!
Oi Marcela!
Há pouco achei teu blog, pouco antes do seu retorno p Alemanha e só pela apresentação sua do blog já achei tudo muiiiito interessante.
Mas me esclarece uma coisa que é a minha dúvida com todos vcs brasileiros no exterior com filhos pequenos, ok?
1. Entendi bem que vc fala c Juju sempre em português e seu marido sempre em inglês? podendo até ser os dois falando as duas linguas diferentes ao mesmo tempo?
2. Seu marido é brasileiro e falar c Juju em inglês é só p dinamizar o aprendzado?
3. Ela compreende que na escola não terá nenhuma das línguas que ela conhece e vai ter que usar a intuição em grande parte??
Fui chata, né?? (n essa n é uma 4ª pergunta)
Abraços
Tânia “
Respondendo:
1) É isso sim, eu tento falar sempre em português (nem sempre consigo, porque involuntariamente a gente tende a responder na mesma lingua em que está ouvindo a outra pessoa falar) e maridão responde tudo em inglês.
2) Exatamente.
3) Compreende sim e está doida pra aprender a falar alemão e ir pra escola nova.
A ideia de tentar manter o inglês que ela adquiriu é interessante no caso de eventualmente nos mudarmos novamente e ser mais fácil achar uma escola pra ela. E também porque ela fala muito bem, tem uma fluência e um vocabulário espetaculares, sem contar o sotaque britânico que é fofo demais. Mas estamos numa fase de experimentação, não sabemos se vai dar certo e nem estamos nos desesperando pra enfiar três línguas na cabeça da Jujubinha pra ela ganhar algum prêmio de criança supra-sumo. Vamos deixar a coisa acontecer naturalmente, ela tem os dvds em inglês que sempre assiste e quero continuar colocando. Daqui a pouco quando o alemão entrar com força total pode ser que tudo mude e vamos nos adaptando as novas situações. O português a gente fala o tempo todo dentro de casa, mas acontece assim, se ela fala alguma coisa em inglês, sai tudo certinho, se for em português ela mistura com palavras e verbos do inglês. É complicado, porque a lingua da rua, da escola, das outras crianças sempre é mais forte do que a lingua de casa. E uma coisa que somos de comum acordo aqui é de não forçarmos ela a nada, ela fala na lingua que quiser, sem inibição de ser corrigida ou de ter que falar português porque é a nossa lingua.
Eu sei que os especialistas dizem que a gente deve sempre falar com a criança na lingua materna, e tento fazer isso, principalmente porque é o natural e onde expresso meus sentimentos mais sinceramente. Mas na prática às vezes fica muito complicado, ainda mais quando se está no meio de pessoas estrangeiras.
A Juju tira de letra, pelo menos não reclama nunca e quando não entende alguma coisa, pergunta sem problemas. Eu é que me enrolo mais, porque imaginem, ela fala comigo em ingles, eu respondo em português e aí vira alguém do meu lado e conversa comigo em alemão. Quer dizer, eu tenho que me virar com as três línguas ao mesmo tempo, mas pra mim são duas estrangeiras. Pra ela que está aprendendo agora, é diferente, são como se fossem três línguas maternas, o cérebro não faz distinção ainda e é muito mais fácil e natural.
Enfim, como tudo na maternidade, não há ciência exata e nem livros e especialistas que garantam o que é certo e errado. Há muito aprendi há confiar no meu instinto e por enquanto vamos fazendo assim.
Minha resposta virou um testamento, mas são tantas nuances nesse assunto que eu poderia conversar horas a fio e quando escrevo aqui no blog às vezes parece que estou conversando mesmo com o pessoal aí do outro lado.
Ah, e já melhoramos da gripe!
sexta-feira, 24 de julho de 2009
Durante a tempestade
Por onde começar…
Sexta-feira passada foi a última vez que sentei a frente do computador. Saí do tra balho do maridão e fui pra casa com a Ju. Tínhamos planejado sair no sábado pra resolver as pendengas de telefone, internet, supermercado, passar no Ikea pra comprar uns detalhes, enfim, zilhões de coisas . Só não contávamos com a Juju ficar doente, uma tosse que já durava dias que piorou e um febrão de mais de 40 graus que nos levou à emergencia do hospital infantil duas vezes, uma delas às 4 da matina com a criança de pijama, enrolada num lençol e sem sapatos, como ela gosta de lembrar, porque na pressa a gente não lembra dessas coisas. Diagnóstico: otite media, garganta inflamada, bronquite e uma receita de antibiótico que começou no domingo. Desde então ela já melhorou e a febre sumiu, mas como quando ela está doente eu sempre a coloco pra dormir na minha cama, após ser brindada com tosses e perdigotos nas minhas vias aéreas, anteontem fui eu que arriei com uma gripe daquelas e agora me revezo entre colheradas de remédio pra ela e espirros e assoadas de nariz.
E com isso, passou-se mais uma semana sem resolvermos nada, porque além disso choveu muito e não dava pras moribundas se aventurarem pelas poças. Ontem finalmente fomos reinvidicar os meios de comunicação com o mundo, mas só no dia seis vão ligar os cabos aqui em casa. Paciência é a palavra de ordem, não adianta a gente se rasgar porque quer tudo funcionando de um dia pro outro.
Nossa mudança também ainda necas, não aguento mais fazer as mesmas variações de roupas. Minha saia jeans qualquer hora pega o caminho da rua sozinha.
O laptop ressuscitou e foi a salvação da lavoura esses dias pra distrair a baixinha, porque a televisão em alemão ainda não prende muito a atenção dela. Mas eu trouxe um pequeno arsenal dos seus dvds favoritos em ingles pra essas horas em que a combinação doente-chuva-falta de brinquedos pede medidas drásticas.
AAAAAAATSCHIM!
Sexta-feira passada foi a última vez que sentei a frente do computador. Saí do tra balho do maridão e fui pra casa com a Ju. Tínhamos planejado sair no sábado pra resolver as pendengas de telefone, internet, supermercado, passar no Ikea pra comprar uns detalhes, enfim, zilhões de coisas . Só não contávamos com a Juju ficar doente, uma tosse que já durava dias que piorou e um febrão de mais de 40 graus que nos levou à emergencia do hospital infantil duas vezes, uma delas às 4 da matina com a criança de pijama, enrolada num lençol e sem sapatos, como ela gosta de lembrar, porque na pressa a gente não lembra dessas coisas. Diagnóstico: otite media, garganta inflamada, bronquite e uma receita de antibiótico que começou no domingo. Desde então ela já melhorou e a febre sumiu, mas como quando ela está doente eu sempre a coloco pra dormir na minha cama, após ser brindada com tosses e perdigotos nas minhas vias aéreas, anteontem fui eu que arriei com uma gripe daquelas e agora me revezo entre colheradas de remédio pra ela e espirros e assoadas de nariz.
E com isso, passou-se mais uma semana sem resolvermos nada, porque além disso choveu muito e não dava pras moribundas se aventurarem pelas poças. Ontem finalmente fomos reinvidicar os meios de comunicação com o mundo, mas só no dia seis vão ligar os cabos aqui em casa. Paciência é a palavra de ordem, não adianta a gente se rasgar porque quer tudo funcionando de um dia pro outro.
Nossa mudança também ainda necas, não aguento mais fazer as mesmas variações de roupas. Minha saia jeans qualquer hora pega o caminho da rua sozinha.
O laptop ressuscitou e foi a salvação da lavoura esses dias pra distrair a baixinha, porque a televisão em alemão ainda não prende muito a atenção dela. Mas eu trouxe um pequeno arsenal dos seus dvds favoritos em ingles pra essas horas em que a combinação doente-chuva-falta de brinquedos pede medidas drásticas.
AAAAAAATSCHIM!
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Hallo
Passando rapidissimo so pra dizer que mudamos e ainda temos duzentas e cinquenta e cinco coisas a resolver, encabecando a lista instalar telefone fixo e internet, ja estou com coceira e todos os sinais de sindrome de abstinencia virtual. Vim no trabalho do marido pra ler meus emails e nao resisti a deixar um recado. Estou adorando ler os comentarios dos novos leitores do blog e prometo que vou responder as perguntas da Tania ;) assim que voltar a ser uma pessoa conectada.
Ah, e o calor ta de matar e eu estou AMANDO!
Ah, e o calor ta de matar e eu estou AMANDO!
terça-feira, 14 de julho de 2009
Mudando de acampamento
Um bagaco de laranja mastigado ate o fim, essa e a descricao da minha pessoa no presente momento. O cansaco e grande pela quantidade de coisas que a gente tem que resolver ao mesmo tempo, mas o lado bom e que os astros parecem conspirar ao nosso favor. Amanha nos mudamos pro nosso cafofo, ja entrei em contato com a cia de mudanca pra mandar nossas coisas pro novo endereco, mas ate chegar deve demorar uns 20 dias e ate la vamos nos virando, nao sem antes dar uma passadinha basica no IKEA.
E a melhor noticia e que encontrei uma vaga na escola pra Julia comecar ja em agosto no inicio do ano letivo daqui. Agora vejam se nao tem uma conspiracao astral do nosso lado: primeiro conseguimos um apertamento, digo apartamento, no mesmo predio em que moramos anteriormente. Agora a escola e do outro lado da rua a uma distancia de 50 passos de casa, exatamente a escola que eu colocaria a Juju pra estudar caso tivessemos ficado aqui sem interrupcao. Destino meeeeesmo. Ouvi de todos os lados que seria super dificil conseguir uma vaga pra ela em qualquer lugar da cidade, quica do bairro, mas e claro que nao contavam com o charme dos meus olhos castanhos. Sim, porque aqui nao e a gente que escolhe, somos nos os escolhidos pela escola. Entao que depois de algumas negativas e ja quase entrando em desespero so de pensar em desencavar meu diploma de professora primaria pra educar a crianca, bati na porta desta escola e desfiei o curriculo da familia, tipo " voces nao podem deixar de ter a honra de ter a minha filha como aluna " e ganhei a alemanzada.
Juju ta achando tudo o maximo, nao entende patavina do que lhe falam mas acha uma graca esse negocio de todo mundo falar outra lingua e ja esta animadissima pra falar tambem. As poucas palavras que ja aprendeu do alemao fala com sotaque de ingles, puxando aquele "r" de gringa. Uma fofa. Continua tagarelissima em ingles e na rua me deixa doida tendo que que falar tres linguas diferentes. Eu tento sempre falar o portugues, o pai vai continuar no ingles, mas se tem gente em volta eu tenho que responder em alemao e ai o caldo vira uma sopa de letrinhas de deixar qualquer um doido.
Hoje deixei nosso laptop no conserto, o disco rigido bateu as botas mesmo,so colocando um novo, mas felizmente tinhamos back up e esta na garantia. Deve ficar pronto esta semana. UFA.
Ainda restam algumas burocracias, nos instalarmos amanha na casa nova, instalar internet, telefone etc etc e tudo que pertence a vida civilizada e voltar a ter jeito de rotina novamente pra eu me esparramar no sofa.
E faltam os acentos tambem.
E a melhor noticia e que encontrei uma vaga na escola pra Julia comecar ja em agosto no inicio do ano letivo daqui. Agora vejam se nao tem uma conspiracao astral do nosso lado: primeiro conseguimos um apertamento, digo apartamento, no mesmo predio em que moramos anteriormente. Agora a escola e do outro lado da rua a uma distancia de 50 passos de casa, exatamente a escola que eu colocaria a Juju pra estudar caso tivessemos ficado aqui sem interrupcao. Destino meeeeesmo. Ouvi de todos os lados que seria super dificil conseguir uma vaga pra ela em qualquer lugar da cidade, quica do bairro, mas e claro que nao contavam com o charme dos meus olhos castanhos. Sim, porque aqui nao e a gente que escolhe, somos nos os escolhidos pela escola. Entao que depois de algumas negativas e ja quase entrando em desespero so de pensar em desencavar meu diploma de professora primaria pra educar a crianca, bati na porta desta escola e desfiei o curriculo da familia, tipo " voces nao podem deixar de ter a honra de ter a minha filha como aluna " e ganhei a alemanzada.
Juju ta achando tudo o maximo, nao entende patavina do que lhe falam mas acha uma graca esse negocio de todo mundo falar outra lingua e ja esta animadissima pra falar tambem. As poucas palavras que ja aprendeu do alemao fala com sotaque de ingles, puxando aquele "r" de gringa. Uma fofa. Continua tagarelissima em ingles e na rua me deixa doida tendo que que falar tres linguas diferentes. Eu tento sempre falar o portugues, o pai vai continuar no ingles, mas se tem gente em volta eu tenho que responder em alemao e ai o caldo vira uma sopa de letrinhas de deixar qualquer um doido.
Hoje deixei nosso laptop no conserto, o disco rigido bateu as botas mesmo,so colocando um novo, mas felizmente tinhamos back up e esta na garantia. Deve ficar pronto esta semana. UFA.
Ainda restam algumas burocracias, nos instalarmos amanha na casa nova, instalar internet, telefone etc etc e tudo que pertence a vida civilizada e voltar a ter jeito de rotina novamente pra eu me esparramar no sofa.
E faltam os acentos tambem.
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